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Crise (IPC Fase 3) persistirá nas zonas de conflicto e afectadas por choques climáticos

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  • Moçambique
  • Abril 2024
Crise (IPC Fase 3) persistirá nas zonas de conflicto e afectadas por choques climáticos

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    • Em Abril, a insegurança alimentar aguda de Crise (IPC Fase 3) prevaleceu em partes das zonas sul e centro, particularmente nas zonas semiáridas, onde a colheita da época principal de 2024 teve um início lento devido a múltiplos choques que afectaram a época agrícola. Estes choques incluíram a tempestade tropical Filipo, a seca induzida pelo El Niño nas zonas sul e centro e, mais recentemente, as fortes chuvas e cheias na região sul. As zonas menos afectadas enfrentaram uma situação de “Estresse” (IPC Fase 2). As famílias mais afectadas, que perderam as suas casas, reservas de alimentos, culturas em campo e acesso às formas de vida e suas habituais fontes de renda, necessitam de assistência humanitária de emergência para a satisfação das suas necessidades alimentares mínimas e para sua recuperação. Nas zonas afectadas pelo conflito na Província de Cabo Delgado, a presença persistente de Grupos Armados Não Estatais e ataques esporádicos têm levado a situações de Crise (IPC Fase 3) e de Estresse (IPC Fase 2). As famílias não conseguem concentrar-se em actividades de subsistência uma vez que são constantemente forçadas a procurar áreas mais seguras sem ou com fontes de renda limitadas.
    • De acordo com os últimos dados oficiais do governo de Moçambique, a actual estação chuvosa e ciclónica que começou em Outubro de 2023 causou eventos climáticos extremos que afectaram cerca de 230 mil pessoas, resultando em 115 mortes e cerca de 200 feridos. O impacto em infraestruturas foi significativo, com mais de 42 mil casas, 500 escolas e 89 centros de saúde afectados. A agricultura também foi severamente afectada, com cerca de 690 mil hectares (aproximadamente 15 por cento da área total semeada) de diversas culturas danificadas por vários factores, incluindo a seca induzida pelo El Niño, chuvas excessivas e cheias (algumas associadas à tempestade tropical Filipo) e pragas. /doenças. Estes eventos afectaram sobretudo as regiões sul e centro. Somente a seca afectou aproximadamente 13 por cento da área total semeada, enquanto os restantes 2 por cento foram afectados pela combinação de cheias, doenças e pragas, tais como a lagarta do funil do milho, a lagarta enroladora do amendoim e o gafanhoto elegante.
    • Há uma necessidade urgente de sementes com o início da segunda época, especialmente para as famílias pobres e muito pobres que ficaram sem recursos devido aos impactos dos choques climáticos durante a estação chuvosa. As sementes necessárias são principalmente de hortícolas, feijões, batata doce e cereais de ciclo curto. A produção da segunda época, embora composta principalmente por hortícolas de consumo imediato, poderá ajudar a estabilizar os níveis de insegurança alimentar até Setembro. As chuvas significativas em Março e início de Abril na zona sul proporcionaram humidade residual considerável necessária para o período pós-cheias e para a segunda época. Do ponto de vista humanitário, a assistência alimentar de emergência é crucial para evitar a deterioração do estado nutricional da população. Em Março, os parceiros do grupo de segurança alimentar (FSC) prestaram assistência alimentar humanitária a cerca de 288 mil pessoas, tendo coberto 32 por cento dos beneficiários alvo. No entanto, até Março, apenas 12 por cento dos recursos mínimos necessários para a resposta humanitária tinham sido assegurados pelos parceiros do FSC.
    • De Fevereiro a Março de 2024, os preços médios do milho baixaram em cerca de 8 por cento, reflectindo em parte o início das colheitas, com a maior queda de 25 por cento ocorrida em Mocuba. Contudo, na maioria dos mercados, os preços permaneceram estáveis devido ao início lento das colheitas. Os preços do milho em Março de 2024 foram mistos em comparação com o ano passado e foram 6 a 37 por cento superiores à média de cinco anos. Os preços acima da média reflectem o efeito cumulativo dos impactos negativos de múltiplos choques que afectaram o país nos últimos cinco anos. Os preços do arroz e da farinha de milho permaneceram relativamente estáveis de Fevereiro a Março de 2024. Em Março, os preços estiveram acima da média e em níveis semelhantes aos do ano passado. A taxa de inflação anual em Moçambique diminuiu pelo quinto mês consecutivo para 3 por cento em Março de 2024, a mais baixa desde Setembro de 2020. De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), os sectores de educação, restauração, hotéis, cafés, alimentação e bebidas não alcoólicas tiveram os maiores aumentos de preços, variando de 5 a 10 por cento. Numa base mensal, o IPC manteve-se estável, subindo menos de 0,1 por cento, em comparação com um aumento de 0,5 por cento registado em Fevereiro. Os preços da cebola, de refeições em restaurantes, do peixe fresco e do arroz foram os maiores contribuintes positivos para a taxa de inflação mensal.

    Citação recomendada: FEWS NET. Moçambique Atualização da mensagens-chave Abril 2024: Crise (IPC Fase 3) persistirá nas zonas de conflicto e afectadas por choques climáticos, 2024.

    This Key Message Update provides a high-level analysis of current acute food insecurity conditions and any changes to FEWS NET's latest projection of acute food insecurity outcomes in the specified geography. Learn more here.

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