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- A insegurança alimentar aguda de Crise (IPC Fase 3) persiste nos distritos afectados pelo conflito em Cabo Delgado e Nampula até Maio de 2026. A violência em curso por grupos armados não estatais (GANE), particularmente no distrito de Memba, deslocou aproximadamente 108 mil pessoas entre 10 e 17 de Novembro, muitas das quais fugiram para o Distrito de Eráti. As famílias deslocadas possuem abrigo e saneamento inadequados, acesso limitado à água potável, e cuidados de saúde inadequados. Algumas famílias começaram a regressar para as suas casas com o apoio do governo, mas a assistência continua limitada. Até 11 de Dezembro, pelo menos 12,580 indivíduos tinham regressado para as suas aldeias e receberam alimentos suficientes para apenas cinco dias.
- Nas zonas semiáridas do sul e centro, a situação de Crise (IPC Fase 3) poderá prevalecer até Março de 2026, com alguma melhoria prevista para Abril e Maio, com o início da colheita principal. A insegurança alimentar deverá piorar durante o período de escassez até Março, com a redução das reservas de alimentos e do poder de compra das famílias. A estação chuvosa de 2025/26 começou pontualmente na maioria das regiões, o mesmo não aconteceu no sul onde o início das chuvas teve um atraso de até 20 dias, o que poderá atrasar ligeiramente as próximas colheitas. A precipitação esteve acima da média em grande parte das regiões centro e norte de Outubro até meados de Dezembro, mas esteve abaixo da média no sul.
- De acordo com os parceiros do Grupo de Segurança Alimentar (FSC) de Moçambique, até Novembro, a assistência alimentar humanitária tinha beneficiado cerca de 361.200 pessoas, cobrindo aproximadamente 15 por cento da população alvo. Nos próximos seis meses, serão necessários 115 milhões de dólares para implementar as actividades planificadas. Sem financiamento adicional, o número de beneficiários em Cabo Delgado poderá reduzir de 420 mil para 265 mil até Março de 2026. Com os recursos disponíveis do Fundo Central de Resposta a Emergências (CERF) e do Plano Conjunto de Resposta (JRP), o PMA pretende prestar assistência a 93.500 pessoas em Nampula.
- Os preços do milho aumentaram entre 6 por cento e 14 por cento de Outubro a Novembro de 2025, seguindo as tendências sazonais. Em comparação com a média dos últimos cinco anos, os preços do milho em Novembro foram 57 por cento mais altos na região sul, reduzindo o poder de compra das famílias de baixa renda. Os preços permaneceram estáveis na região centro e foram 34 por cento mais baixos na região norte. Em comparação com o ano passado, os preços do milho foram relativamente estáveis no sul, mas baixaram 30 por cento a 35 por cento nas regiões centro e norte.
Este relatório apresenta uma actualização da Perspectiva de Segurança Alimentar em Moçambique de Outubro de 2025 a Maio de 2026 e da Actualização das Mensagens-chave de Novembro de 2025. A análise é baseada em informação disponível até 31 de Dezembro de 2025.
Conflito: Os ataques pelos GANEs continuam a alastrar-se fora de Cabo Delgado, afectando cada vez mais a província de Nampula e provocando novos deslocamentos (Figura 1).
- Em Novembro de 2025, a intensificação dos ataques no distrito de Memba, província de Nampula, resultou numa das maiores ondas de deslocados internos dos últimos meses. Os recentes ataques, entre 10 e 17 de Novembro, deslocaram aproximadamente 108 mil pessoas, das quais cerca 82.700 fugiram para o distrito vizinho de Eráti.
- Alguns deslocados internos se movimentaram entre comunidades anfitriãs em busca de melhores condições de segurança e acesso a serviços, uma vez que a maioria enfrenta graves condições humanitárias, caracterizadas por abrigo inadequado, saneamento precário, acesso limitado à água potável e serviços de saúde insuficientes.
- Embora algumas famílias tenham começado a regressar aos seus locais de origem com o apoio do governo, a assistência humanitária continua limitada. Até 11 de Dezembro, pelo menos 12,580 regressados tinham recebido do governo pacotes de alimentos suficientes para apenas cinco dias, apoio complementado pelo sector privado e pela comunidade.
- Surtos activos de cólera têm se registado nos distritos de Memba e Eráti, província de Nampula desde Dezembro. O início da estação chuvosa e ciclónica agrava o risco de novas transmissões da cólera num contexto marcado por precárias condições de água e saneamento. O surto de cólera pode agravar os impactos do conflito nestes dois distritos, onde o saneamento já é precário devido ao grande fluxo de deslocados internos. O governo e seus parceiros estão a implementar medidas para conter a propagação da doença, que incluem uma série de intervenções de emergência. As principais acções incluem o fornecimento de assistência médica, reconstrução de fontes de água, reabilitação de poços, instalação de torneiras para o abastecimento de água potável e construção de latrinas de emergência. Além disso, as autoridades provinciais têm estado a trabalhar para a transferência de deslocados internos para locais melhor equipados, como realocar pessoas de Eráti para Memba. As autoridades também tem vindo a pré-posicionar alimentos e outros tipos de apoio.
- Organizações humanitárias alertam que a resposta aos deslocados continua seriamente subfinanciada, apesar da necessidade urgente de abrigo, alimentação, saúde, proteção e assistência sanitária. Dada a urgência da situação, alguns recursos inicialmente alocados para a época ciclónica em curso foram redireccionados para lidar com o deslocamento; no entanto, os actuais níveis de assistência continuam insuficientes para cobrir as necessidades.
Choques climáticos: A época agrícola e chuvosa de 2025/26 começou em todo o país, com as primeiras sementeiras já concluídas. No entanto, algumas anomalias surgiram e exigem uma monitoria rigorosa.
- A época agrícola e chuvosa de 2025/26 iniciou dentro do tempo na maior parte do país, embora tenha sofrido um atraso de quase 20 dias na região sul, o que pode afectar ligeiramente a disponibilidade de culturas verdes e da colheita principal.
- De 1 de Outubro a 10 de Dezembro de 2025, foram registadas chuvas acima da média em grande parte das regiões centro e norte. No entanto, a parte sul do país enfrentou anomalias negativas, com a precipitação registada abaixo de 85 por cento da média em algumas zonas.
- Em meados de Dezembro, os níveis de humidade do solo variaram de satisfatórios a suficientes em todo o país, embora persistam défices localizados no norte e no sul. As condições da vegetação estavam geralmente acima da média, excepto em partes da região sul e da província de Zambézia, onde os níveis de vegetação permaneceram abaixo da média. A maioria das culturas estava na fase vegetativa, com o Índice de Satisfação das Necessidades Hídricas (WRSI) variando de bom a muito bom.
- Em finais de Dezembro, chuvas fortes nas regiões centro causaram uma subida dos níveis de água nas bacias dos rios Búzi, Púngoè e Zambeze, causando inundações moderadas em áreas agrícolas e intransitabilidade das vias de acesso, particularmente ao longo dos rios Búzi e Púngoè. Milhares de pessoas foram afectadas, especialmente na vila de Buzi, onde as inundações afectaram habitações e infraestruturas. O governo, através do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), evacuou as pessoas em risco para locais mais seguros e, em colaboração com parceiros humanitários, prestou apoio inicial.
- Até 28 de Dezembro, aproximadamente 9 mil pessoas foram alojadas em 17 centros de acolhimento temporário nos distritos de Buzi e Nhamatanda. As zonas afectadas são historicamente propensas a inundações e muitas famílias possuem actividades agrícolas alternativas em zonas mais altas. No entanto, para aquelas sem tais opções, a recuperação pode ser possível caso as famílias afectadas tenham acesso a sementes para novas sementeiras. Até o final de Dezembro, os níveis de água poderão baixar, permitindo um retorno gradual às actividades normais, incluindo o replantio onde for possível.
Preços de alimentos básicos: Em todo o país, os preços de alimentos básicos, como o milho, têm estado a subir sazonalmente. Na região sul, os preços permanecem significativamente acima da média, enquanto nas regiões centro e norte, os preços estão relativamente próximos ou abaixo da média.
- De Outubro a Novembro, o preço do milho aumentou 6 por cento na região sul e 11-14 por cento nas regiões centro e norte. Em Novembro de 2025, o preço do milho estava 57 por cento acima da média dos últimos cinco anos no sul, embora fosse semelhante ao do ano passado, e os preços estavam próximos da média dos últimos cinco anos na região centro e 34 por cento abaixo da média no norte. Os preços nas regiões centro e norte também estavam 35 por cento abaixo do ano passado.
- Os preços do arroz permaneceram estáveis em todo o país de Outubro a Novembro de 2025, mas a 26-67 por cento acima da média dos últimos cinco anos. Em comparação com o ano passado, os preços do arroz em Novembro de 2025 foram 31 por cento mais altos na zona sul e relativamente estáveis nas zonas centro e norte.
Restrições às importações não essenciais: O governo moçambicano introduziu restrições temporárias à importação de 16 produtos com o objectivo de incentivar a produção nacional e priorizar a disponibilidade de divisas para bens essenciais, no contexto da actual escassez de moeda estrangeira. As restrições incluem farinha de milho, milho em grão, trigo em grão, carne e miudezas de aves comestíveis, arroz a granel, açúcar a granel, óleo de palma refinado, massas e sal. As importações de milho e trigo para moageiras industriais continuarão através dos grandes importadores, enquanto o comércio transfronteiriço deverá manter-se em níveis médios. Estas restrições foram introduzidas recentemente (17 de Dezembro) e os seus potenciais impactos ainda carecem de avaliação.
Assistência humanitária
Em Novembro, os parceiros do FSC reportaram que a assistência alimentar tinha coberto aproximadamente 361.200 pessoas em Cabo Delgado e Nampula. Destas, 32 por cento foram pessoas afectadas pelo conflito, 2 por cento no âmbito das Acções Antecipadas e 66 por cento no âmbito dos programas de Protecção Social. A assistência alimentar humanitária cobriu quase 40 por cento das necessidades calóricas mensais dos afectados pelo conflito e até 80 por cento para os beneficiários de Acções Antecipadas e Protecção Social. Em Novembro, o PMA prestou assistência de emergência a 10.220 pessoas recém-deslocadas no distrito de Eráti, província de Nampula, como parte do JRP. A assistência alimentar humanitária ainda está muito aquém do nível das necessidades, cobrindo apenas cerca de 15 por cento da população-alvo.
A maioria dos pressupostos que fundamentaram a análise do cenário mais provável para a Perspectiva de Segurança Alimentar de Outubro de 2025 a Maio de 2026 da FEWS NET permanece válida; No entanto, as seguintes actualizações foram feitas para incorporar novas evidências:
- De Janeiro a Abril, previsões globais recentes indicam uma transição de La Niña para condições neutras, sugerindo uma precipitação média na maior parte das regiões do norte do país. Contrariamente, o sul e o centro de Moçambique poderão registar uma precipitação normal a abaixo do normal.
- Prevê-se que a precipitação acumulada de Outubro a Abril será média no centro de Moçambique, com uma precipitação acima da média possível em zonas localizadas do norte de Moçambique. Com base na análise de anos anteriores e previsões preliminares da presente época, há uma maior probabilidade de uma mistura de rendimentos de milho acima e abaixo da média, com rendimentos médios esperados em todo o país.
- O potencial para eventos de precipitação excessiva e inundações no norte e centro de Moçambique poderá aumentar com o início da época de ciclones tropicais em Dezembro.
- Prevê-se um número acima da média de ciclones e tempestades tropicais entre Janeiro e Março, que poderão afectar Moçambique.
Assistência Humanitária
Nos próximos seis meses, serão necessários 115 milhões de dólares para a implementação plena de todas as actividades planificadas, incluindo um défice de 80 milhões de dólares para as acções de resposta de emergência. Caso não forem assegurados estes recursos adicionais, o número de beneficiários em Cabo Delgado deverá diminuir de 420 mil para 265 mil até Março de 2026. A partir de Maio, o PMA concentrará os seus esforços na assistência imediata às populações recém-deslocadas. Com os recursos disponíveis do CERF, o PMA pretende dar assistência a 87 mil pessoas afectadas e deslocadas pelos recentes ataques em Nampula. Além disso, no âmbito do JRP, o PMA prepara-se para prestar assistência a 6.500 pessoas na província de Nampula.
Áreas do norte
A insegurança alimentar aguda de Crise (IPC Fase 3) persistirá até Maio de 2026 nos distritos afectados pelo conflito em Cabo Delgado e Nampula, incluindo Ancuabe, Chiúre, Ibo, Macomia, Mecúfi, Meluco, Mocímboa da Praia, Muidumbe, Namuno, Nangade, Palma, Quissanga, Memba e Eráti. A situação de “Estresse!” (IPC Fase 2!) poderá continuar até Fevereiro de 2026 em determinadas zonas de Muidumbe e Nangade, e até Abril em partes de Macomia e Quissanga, onde a assistência alimentar humanitária tem ajudado a reduzir os défices no consumo de alimentos.
Com a continuidade do período de escassez, as reservas de alimentos da maioria das famílias pobres afectadas pelo conflito já estão praticamente esgotadas e as oportunidades de geração de renda permanecem abaixo da média. Aliado ao mau funcionamento dos mercados locais, o acesso aos alimentos permanece abaixo da média. Esta situação leva ao aumento das lacunas no consumo de alimentos, principalmente para as famílias mais pobres que não possuem recursos alternativos, como a venda de animais. Muitas destas famílias dependem da assistência alimentar humanitária, que continua insuficiente devido à falta de financiamento e insegurança, que impede as organizações humanitárias de chegar às zonas de maior risco.
Na ausência de assistência alimentar humanitária, as famílias dependem cada vez mais de recursos florestais como a sua principal fonte de alimentos e renda, principalmente à medida que a disponibilidade de alimentos silvestres aumenta com o início da estação chuvosa. As famílias com acesso ao mar dedicar-se-ão à pesca. As famílias que às vezes são forçadas a se esconder na floresta, sem reservas de alimentos e sem acesso à assistência humanitária, dependerão fortemente de recursos florestais e terão dificuldades para satisfazer as suas necessidades alimentares diárias. Estas famílias poderão adoptar estratégias de sobrevivência, como reduzir o tamanho e a frequência das refeições e priorizar a alimentação das crianças, e poderão enfrentar Crise (IPC Fase 3). As zonas relativamente mais seguras poderão registar uma situação de “Estresse” (IPC Fase 2), sustentada por reservas de alimentos da colheita de 2025.
Áreas do sul e centro
Nas regiões semiáridas do sul e do centro, a Crise (IPC Fase 3) poderá persistir até Março de 2026. No entanto, algumas melhorias são previstas em Abril e Maio de 2026, coincidindo com o início das principais colheitas. Durante a época de escassez, o esgotamento das reservas de alimentos das famílias, aliado aos preços sazonais dos alimentos básicos já acima da média, agravará a insegurança alimentar aguda, uma vez que muitas famílias pobres dependerão de compras no mercado numa altura em que o seu poder de compra é limitado.
A previsão sazonal actualizada para 2025/26 indica uma maior probabilidade de precipitação média a abaixo da média para a zona sul, contrariamente às previsões anteriores que sugeriam uma maior probabilidade de precipitação normal. A previsão revista gera preocupação, principalmente devido à exposição da região a chuvas irregulares nas últimas duas épocas, incluindo a seca induzida pelo El Niño em 2024. Muitas famílias vulneráveis ainda não se recuperaram totalmente destes sucessivos choques. Uma possível terceira época seca consecutiva poderá limitar cada vez mais o acesso aos alimentos e à renda e poderá romper seriamente as formas de vida habituais.
As famílias poderão adoptar estratégias de sobrevivência insustentáveis, à medida que esgotarem as opções disponíveis e enfrentarem maior concorrência pelos produtos florestais, resultando em rendas abaixo da média com a venda de lenha e carvão. As principais fontes de alimentos e renda, incluindo a mão de obra agrícola, também poderão permanecer abaixo da média. As famílias em zonas remotas poderão ser as mais afectadas devido ao acesso limitado ao mercado e ausência de animais domésticos. As estratégias de sobrevivência destas famílias limitar-se-ão à redução do tamanho e da frequência das refeições, priorização de alimentação para crianças, envio de alguns membros do agregado familiar para comerem em outros lugares, consumo de alimentos menos preferidos e aumento da dependência de alimentos silvestres. No entanto, estas famílias permanecerão incapazes de satisfazer as suas necessidades alimentares mínimas e poderão continuar a enfrentar Crise (IPC Fase 3) até Março de 2026.
Nas zonas menos afectadas, a maioria das famílias pobres poderá permanecer em situação de “Estresse” (IPC Fase 2). Estas famílias mal conseguem satisfazer as suas necessidades alimentares mínimas e enfrentam dificuldades para cobrir as despesas essenciais não alimentares, como a compra de insumos agrícolas, contratação de serviços veterinários, pagamento de propinas escolares e assistência médica. Durante o pico da época de escassez de Fevereiro a Março de 2026, algumas famílias actualmente em situação de “Estresse” (IPC Fase 2) poderão transitar para Crise (IPC Fase 3) devido aos altos preços e ao acesso cada vez mais limitado ao mercado. No entanto, entre Abril e Maio de 2026, o aumento previsto da disponibilidade e consumo de alimentos provenientes da colheita principal poderá resultar em melhorias gerais da segurança alimentar, podendo vários distritos transitar da insegurança alimentar aguda de Crise (IPC Fase 3) para “Estresse” (IPC Fase 2) ou Mínima (IPC Fase 1).
Muitas das principais fontes de evidência utilizadas para a Perspectiva de Segurança Alimentar da FEWS NET de Outubro de 2025 a Maio de 2026 permanecem inalteradas; No entanto, fontes adicionais de evidência estão listadas abaixo.
| Evidência | Fonte | Formato de dados | Elemento de análise de segurança alimentar |
|---|---|---|---|
| Revisão da Previsão Sazonal da FEWS NET de Dezembro 2025 | NOAA | Qualitativos/Quantitativos | Previsão actualizada da situação agroclimática em Moçambique durante o período do cenário |
| Planos de distribuição de assistência alimentar humanitária | Grupo de Segurança Alimentar de Moçambique (FSC), PMA | Quantitativos | Níveis actualizados da assistência alimentar humanitária em Novembro de 2025 e planos para o restante período do cenário desta Perspectiva |
| Informação de campo sobre as condições de segurança alimentar em zonas selecionadas do país | Entrevistas com informantes-chave, incluindo extensionistas locais, parceiros de implementação humanitária e líderes comunitários | Qualitativos/Quantitativos | Obtenção de informação de fontes locais sobre questões de segurança alimentar, com foco no acesso aos alimentos, geração de renda, níveis de produção, reservas de alimentos e estratégias de sobrevivência |
| Informação/dados sobre deslocados internos (DIs) | IOM/DTM; Reliefweb | Qualitativos/Quantitativos | Monitoria dos níveis de deslocamento populacional causados pelo conflito e outras eventos |
| Escalada da violência em Nampula | OCHA | Qualitativos/Quantitativos | Avaliação dos impactos da escalada do conflito na província de Nampula |
| Governo restringe importações não essenciais | Club of Mozambique; Ministério da Economia | Qualitativos/Quantitativos | Conteúdo do comunicado do governo sobre a restrição de importações de alguns produtos alimentícios e não alimentícios |
| Surto activo de cólera em curso nos distritos de Memba e Eráti | Reliefweb | Quantitativos | Os surtos de cólera estão mais directamente ligados à dimensão de utilização da segurança alimentar, através de água, saneamento, higiene e saúde comprometidos |
Citação recomendada: FEWS NET. Moçambique Actualização da Perspectiva de Segurança Alimentar Dezembro 2025: Crise (IPC Fase 3) persiste em meio à escalada do conflito no norte de Moçambique, 2025.
Este relatório mensal cobre condições actuais assim como mudanças na perspectiva projectada sobre insegurança alimentar neste país. Actualiza a Perspectiva de Segurança Alimentar trimensal da FEWS NET. Mais informações sobre o nosso trabalho aqui.